As cardiopatias são as malformações congénitas mais frequentes ocorrendo em cerca de 8 por cada 1000 recém-nascidos. O advento da ecografia trouxe uma inestimável contribuição para o diagnóstico e acompanhamento de malformações cardíacas. O ecocardiograma fetal, por sua vez, possibilitou a detecção precoce dessas anomalias, nomeadamente as malformações complexas e de prognóstico mais reservado principalmente se não diagnosticadas no período pré-natal.
Existem muitas indicações para a realização de um ecocardiograma fetal, mas mesmo assim só diagnosticamos cerca de 10% das cardiopatias, sendo que as restantes 90% nascem de grávidas sem quaisquer riscos e portanto, sem indicação formal para a realização deste exame.
O que é um ecocardiograma fetal?
O ecocardiograma fetal é um exame de imagem semelhante a qualquer outra ecografia. É um exame seguro, não invasivo, nem para a grávida, nem para o feto, e permite avaliar a anatomia cardíaca e o funcionamento do coração desde as 18 semanas (idealmente às 22 semanas), até ao final da gravidez.
Para que serve um ecocardiograma fetal?
O ecocardiograma fetal serve para diagnosticar problemas cardíacos no feto, de forma a programar o seu nascimento de forma segura, assim como orientar no estudo/procura de outras malformações associadas, morfológicas ou genéticas.
O diagnóstico pré-natal tem evoluído muito nos últimos anos, numa articulação eficaz de Obstetrícia, Genética, Cardiologia Pediátrica, entre outras especialidades, com o objectivo comum de diagnosticar problemas o mais precocemente possível e com isso fornecer informações médicas que permitem o acompanhamento consciente do projecto das Famílias envolvidas.